Seis vereadores baianos foram presos nos últimos 8 meses por ligação com facções » Teixeira News

Nos últimos oito meses, ao menos seis vereadores de diferentes cidades da Bahia foram presos em operações que investigam ligação com facções criminosas, tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. Entre os investigados, parte mantém conexão direta com os grupos Bonde do Maluco (BDM) e Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto outros têm vínculo com o Comando Vermelho (CV), mostrando a presença de redes criminosas com alcance interestadual. As informações são do jornal A Tarde.

Seis vereadores baianos foram presos nos últimos 8 meses por ligação com facções

As investigações, conduzidas por forças integradas da Polícia Civil, Militar, Federal e pelo Ministério Público, resultaram em prisões, bloqueio de bens, apreensão de armas e documentos. Os órgãos apontam que os mandatos eletivos teriam sido utilizados como instrumentos de facilitação de atividades ilícitas e de movimentação financeira milionária, incompatível com a renda declarada dos investigados.

Especialistas em segurança pública avaliam que o cenário se aproxima do conceito de “narcoestado”, em que instituições políticas e judiciárias são influenciadas ou instrumentalizadas por organizações criminosas, com agentes públicos atuando simultaneamente como representantes do Estado e integrantes de redes criminosas.

Guaratinga

Um dos casos mais recentes ocorreu nesta quarta-feira, 08, em Guaratinga. O presidente da Câmara do município, Paulo Chiclete (PSD), foi preso durante a Operação Vento Norte, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia.

As investigações apontam que o vereador teria ligação com o chamado Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo associado ao Comando Vermelho (CV). Durante o cumprimento dos mandados, uma pistola calibre 380 foi encontrada na residência do parlamentar.

A operação teve alcance regional, com prisões e buscas em cidades como Eunápolis, Guaratinga e Itagimirim. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão, além do bloqueio de R$ 3,8 milhões distribuídos em 26 contas bancárias ligadas aos investigados. Parte dos mandados também foi executada dentro do sistema prisional, em diferentes estados.

 

Fonte: Teixeira News